Histórias da Rota: memória e folclore em Antofagasta
Entre a animita de Evaristo Montt, as lendas de La Lola e Tololo Pampa e o patrimônio de Huanchaca, Antofagasta revela camadas de memória e mistério.
Uma cidade entre a baía e a memória
Em Antofagasta, o folclore se mistura à paisagem. O Cerro El Ancla, com cota máxima de 270 metros de altitude, domina a baía de Antofagasta.
No Barrio Estación, a memória ferroviária tem um endereço. A explosão da locomotiva nº 141 matou quatro trabalhadores, entre eles o guarda-noturno José Evaristo Montt Monsálvez. O local onde os restos mortais de Evaristo Montt atingiram o muro da esquina das ruas Valdivia e Montevideo transformou-se na maior animita da cidade de Antofagasta.
Conta a tradição que La Lola nasceu da tragédia de Dolores, a “Lola”, uma jovem que se apaixonou por um minerador. Segundo a lenda, ao descobrir a infidelidade do companheiro depois que ele enriqueceu, Dolores o apunhalou até a morte em um ataque de ciúmes.
Outra história que atravessa o folclore local é a de Tololo Pampa. Segundo a lenda, viajantes desorientados relatam ter entrado na cidade de Tololo Pampa, comido e comprado presentes.
O patrimônio também ajuda a contar essa cidade. As Ruínas de Huanchaca foram declaradas Monumento Histórico Nacional em 1974. Já o Condomínio Huanchaca é um bloco habitacional de mais de 380 metros de extensão, projetado pelo arquiteto Ricardo Pulgar entre 1967 e 1970 e apelidado de “Edifício Curvo”. Entre relatos, ruínas e edifícios, Antofagasta convida o viajante a ouvir as histórias que a baía guarda.