Jujuy: folclore andino entre a Pachamama, o suri e Coquena

No noroeste da Argentina, Jujuy funde cosmovisão andina e herança colonial em tradições como o Toreo de la Vincha, a Dança dos Samilantes e o título de Capital Nacional da Pachamama.

Na província e na capital de Jujuy, no noroeste da Argentina, as tradições folclóricas fundem a cosmovisão andina — das culturas Kolla, quéchua e aimará — com a herança colonial espanhola. É um patrimônio cultural que se revela nessas expressões.

Em setembro de 2013, o Congresso Nacional argentino sancionou a Lei Nacional nº 26.891, que declarou formalmente a província de Jujuy Capital Nacional da Pachamama. A lei formaliza o título.

Entre as expressões que chamam atenção está o Toreo de la Vincha. Nele, o touro não é ferido nem sacrificado. Ao conseguir retirar a vincha, o jovem a oferece no altar da Virgem da Assunção.

O suri e a Dança dos Samilantes

Segundo a lenda, na cosmovisão andina o suri é o anunciador da chuva. A Dança dos Samilantes, conta a tradição, constitui uma oração ritual para pedir água em um ecossistema árido de extrema altitude.

Coquena, divindade da Puna e da Quebrada

A tradição apresenta Coquena como uma divindade tutelar folclórica da Puna e da Quebrada jujeña. A lenda diz que Coquena tem duas mãos distintas: uma de lã, com a qual acaricia os animais e recompensa pastores cuidadosos, e uma de chumbo, com a qual castiga severamente ou faz desaparecer os caçadores furtivos que matam os animais com armas de fogo ou por cobiça da lã.

A Quema Simbólica

Após a proclamação histórica do Bando de Belgrano, a Quema Simbólica incendeia réplicas de palhoças e cabanas de palha e madeira montadas sobre o leito do rio. O gesto representa o sacrifício e a destruição dos bens pela liberdade.

Fontes

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