Porto Murtinho: Batalha de 1932, Castelinho e dique contra enchentes

Porto Murtinho representava a única via hidroviária para abastecimento e saída internacional dos insurgentes de 1932 pelo Rio da Prata. A cidade guarda o Castelinho e o dique que evitou sua inundação total em 1988.

A história de Porto Murtinho reúne episódios de conflito, comércio fluvial e engenharia. No sul do antigo estado unificado de Mato Grosso, a Companhia Matte Larangeira obteve concessões que chegaram a cobrir cerca de 5 milhões de hectares.

Matte Larangeira e o fim do monopólio

O monopólio da Companhia Matte Larangeira ruiu a partir de 1943, quando o presidente Getúlio Vargas cancelou as prorrogações da concessão e criou o Território Federal de Ponta Porã.

O porto e a Revolução de 1932

Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, a porção sul de Mato Grosso rebelou-se contra o Governo Provisório de Getúlio Vargas e proclamou o Estado de Maracaju, aliando-se a São Paulo. Porto Murtinho representava a única via hidroviária para abastecimento e saída internacional dos insurgentes pelo Rio da Prata.

Entre os dias 10 e 12 de setembro de 1932, forças governistas federais, apoiadas pela flotilha fluvial e pelo monitor blindado da Marinha Pernambuco, e colunas revolucionárias travaram a violenta Batalha de Porto Murtinho. O controle governista sobre o porto de Porto Murtinho cortou definitivamente a rota externa dos rebeldes semanas antes do armistício final em outubro de 1932.

Castelinho, dique e memória

O Castelinho, construído entre 1910 e 1914, é uma das construções de arquitetura eclética mais emblemáticas de Porto Murtinho. A estrutura do dique de contenção de Porto Murtinho, finalizada em 1985, evitou a inundação total da cidade na enchente de 1988, consolidando-se como patrimônio de engenharia fundamental para a sobrevivência do município. Técnicos do IPHAN foram acionados para prospecção pictórica no prédio da antiga Escola Imaculada Conceição, em Porto Murtinho.

Fontes

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