Antofagasta aposta em dragagem e maior calado para o Corredor Bioceânico
Porto chileno de Antofagasta investe em dragagem e aumento de calado para receber navios maiores e consolidar-se como saída do Corredor Bioceânico no Pacífico.
O porto de Antofagasta, no norte do Chile, anunciou uma aposta estratégica em obras de dragagem e no aumento do calado de suas instalações portuárias, com o objetivo de receber embarcações de maior porte e reforçar sua posição como terminal de saída do Corredor Bioceânico no Oceano Pacífico.
Infraestrutura para navios maiores
A ampliação do calado permite a atracação de navios de maior capacidade, o que reduz custos de frete por tonelada e aumenta a competitividade das cargas que chegam ao litoral chileno. A medida é vista como passo essencial para absorver o crescimento do fluxo de mercadorias previsto com a consolidação da rota Atlântico-Pacífico.
Conexão com a rota bioceânica
Antofagasta integra o eixo de cidades atravessadas pelo Corredor Bioceânico, que liga o Brasil — passando por Campo Grande, Sidrolândia, Porto Murtinho e a ponte sobre o rio Paraguai — ao Paraguai, Argentina e Chile. No lado chileno, os terminais de Antofagasta, Iquique e Mejillones funcionam como portas de saída para as exportações com destino à Ásia e a outros mercados do Pacífico.
Competição entre portos chilenos
A iniciativa insere-se na disputa entre os portos do norte chileno por participação no fluxo de cargas do corredor. Investimentos em dragagem, acessos rodoviários e capacidade de armazenagem têm sido apresentados como diferenciais para atrair operadores logísticos e exportadores interessados na rota.
O resultado dessas obras deve influenciar a distribuição final dos volumes que cruzarão o continente sul-americano, impactando diretamente a economia das cidades brasileiras, paraguaias e argentinas situadas ao longo do trajeto.