Antofagasta e Atacama resistem à queda do turismo no Chile; Coquimbo recua 12,6%
Antofagasta e Atacama contrariam a retração do turismo nacional chileno, enquanto Coquimbo registra queda de 12,6% nas pernoctaciones. Antofagasta é uma das cidades do eixo do Corredor Bioceânico.
Antofagasta e Atacama aparecem como exceções no cenário de retração do turismo chileno, segundo levantamento divulgado nesta semana. Enquanto isso, a região de Coquimbo recuou 12,6% no indicador de pernoctaciones, isto é, o número de pernoites registrados na rede de hospedagem.
Resistência no norte chileno
Os dados apontam que as duas regiões do norte do país conseguiram manter fluxo de visitantes mesmo diante do recuo do turismo em escala nacional. O movimento contraria a tendência observada em outros destinos chilenos, que vêm perdendo pernoites.
Antofagasta na rota bioceânica
Antofagasta é um dos portos do Pacífico que integra o eixo do Corredor Bioceânico Atlântico-Pacífico, rota que liga Campo Grande, no Brasil, a portos do norte chileno, passando por Paraguai e Argentina. A movimentação turística e econômica da cidade tem relação direta com a infraestrutura logística e de transporte que atende a região.
Impacto para o eixo
O desempenho turístico do norte chileno interessa às discussões sobre o corredor, já que a atividade econômica ligada ao setor de serviços, hospedagem e transporte tende a se beneficiar do aumento de fluxo de pessoas e cargas previsto com a consolidação da rota.
O contraste entre a alta em Antofagasta e Atacama e a queda em Coquimbo reforça a importância de acompanhar indicadores regionais de turismo e sua relação com a infraestrutura de cada zona do país.