Cacciola celebra boom do lítio em Jujuy, Salta e Catamarca e atribui avanço à integração
O dirigente minerador Roberto Cacciola comemorou o crescimento da produção de lítio em Jujuy, Salta e Catamarca e afirmou que o resultado é fruto da integração entre setores e províncias.
O dirigente do setor minerador argentino Roberto Cacciola celebrou o boom do lítio nas províncias de Jujuy, Salta e Catamarca, região conhecida como o triângulo do lítio argentino. Segundo ele, o desempenho do setor é resultado direto de um processo de integração entre empresas, províncias e cadeias produtivas.
Integração como motor do crescimento
Na avaliação de Cacciola, o avanço da atividade não se explica apenas pela qualidade dos depósitos minerais, mas pela articulação entre os diferentes atores envolvidos — do setor privado aos governos provinciais —, o que permitiu escalar a produção e atrair investimentos.
Salta e Jujuy estão entre as províncias cortadas pelo Corredor Bioceânico Atlântico-Pacífico, rota que liga o Porto de Santos, no Brasil, a Antofagasta e Iquique, no Chile, passando por Paraguai e Argentina. O crescimento da mineração nessas províncias reforça a relevância logística do eixo, que inclui localidades como Tartagal e a própria capital salteña.
Efeitos para a rota bioceânica
O aumento da produção de lítio no noroeste argentino amplia a demanda por infraestrutura de transporte e escoamento, tema central do corredor. Especialistas apontam que a integração produtiva citada por Cacciola tende a fortalecer o fluxo de cargas entre os países do eixo Brasil-Paraguai-Argentina-Chile.
O setor de lítio consolidou-se como um dos principais vetores econômicos da região nos últimos anos, atraindo investimentos estrangeiros e impulsionando a geração de empregos nas províncias do noroeste argentino.