Campo Grande: da fundação do arraial ao Estado de Maracaju

A fundação do Arraial de Santo Antônio do Campo Grande, em agosto de 1875, e a experiência separatista do Estado de Maracaju, em 1932, marcam a história da cidade.

José Antônio Pereira chegou ao local acompanhado de seu filho Antônio Luiz, do prático sertanejo Luiz Pinto e de dois trabalhadores escravizados, os irmãos João e Manoel.

Em agosto de 1875, a caravana chefiada por José Antônio Pereira retornou trazendo 62 pessoas e carros de boi com mudas agrícolas. Naquele momento, ergueu-se o primeiro templo rústico e fundou-se o Arraial de Santo Antônio do Campo Grande.

Os córregos e suas histórias

Reza a tradição popular de Campo Grande que o córrego Prosa recebeu esse nome porque os pioneiros mineiros se reuniam diariamente em suas margens para conversas loquazes, ficando ferrados na prosa. Segundo a lenda, o córrego Segredo ganhou esse nome após um dos colonizadores, frequentemente citado como Joaquim Olivério, prometer revelar aos companheiros um rumoroso escândalo e calar-se no último instante, guardando o segredo.

O Estado de Maracaju

Em 11 de julho de 1932, no contexto da Revolução Constitucionalista contra Getúlio Vargas, líderes civis e militares sublevados do sul de Mato Grosso formalizaram em Campo Grande, na sede da Loja Maçônica Oriente Maracaju, na Avenida Calógeras, o chamado Estado de Maracaju. A experiência separatista vigorou até a derrota das forças paulistas e sulistas em 2 de outubro de 1932, atuando como o grande ensaio do divisionismo territorial.

Patrimônio reconhecido

O Complexo Ferroviário de Campo Grande foi tombado nacionalmente pelo IPHAN por meio do Processo nº 1536-T-2006, aprovado provisoriamente em 2009 e homologado em definitivo em 2014 nos Livros do Tombo Histórico e Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. O sobá de Campo Grande também foi registrado oficialmente como Bem Cultural de Natureza Imaterial pelo Decreto Municipal nº 9.685, de 18 de julho de 2006.

Fontes

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