Ferrovias e Rota Bioceânica podem cortar até 40% do custo de transporte de grãos
Estudo aponta que a combinação de ferrovias com a Rota Bioceânica pode reduzir em até 40% o custo de transporte de grãos, encurtando distâncias para os portos do Pacífico.
A combinação entre malhas ferroviárias e a Rota Bioceânica pode reduzir em até 40% o custo de transporte de grãos, segundo análise divulgada pelo Portal do Agronegócio. A estimativa considera a substituição de trechos hoje feitos por caminhão por modais mais eficientes e a saída pelo Oceano Pacífico.
Ganho logístico
O Corredor Bioceânico Atlântico-Pacífico liga o Brasil ao Chile passando por Paraguai e Argentina, com destaque para o eixo que parte de Campo Grande e Porto Murtinho, atravessa o Chaco paraguaio e alcança os portos de Antofagasta, Iquique e Mejillones. A redução de distância e o uso de ferrovias tendem a baratear o frete por tonelada exportada.
Para o agronegócio, que escoa grande volume de soja e milho pelo Atlântico, a alternativa representa diversificação de rotas e menor pressão sobre a capacidade portuária do Sul e do Sudeste do Brasil.
Infraestrutura em discussão
O aproveitamento pleno do potencial depende de investimentos em trilhos, terminais e na conexão com a ponte sobre o Rio Paraguai, em Porto Murtinho. Sem essa infraestrutura, o ganho de 40% permanece como projeção.
O tema reforça o debate sobre integração regional e competitividade das exportações sul-americanas.