Iquique: da lenda aimará ao salitre e à memória de 1907
Da lenda aimará ao salitre, Iquique viveu combate naval em 1879 e o massacre de 1907. A cidade também foi declarada Puerto Mayor e ganhou categoria legal em 1866.
Uma terra de sonhos
Segundo a etimologia e a tradição andina, conta a tradição que o nome Iquique provém do termo aimará Iki Iki, que significa “lugar de descanso”, “lugar de dormir” ou “terra de sonhos”.
Salitre e porto
Com a emergência da exploração industrial do salitre, o nitrato de sódio, a partir da década de 1830, o povoado de Iquique expandiu-se rapidamente. Em 26 de junho de 1855, o governo peruano declarou Iquique formalmente como “Puerto Mayor” para desembaraço e comércio exterior. Em 11 de julho de 1866, as autoridades peruanas emitiram decreto que concedeu formalmente a Iquique a categoria legal de Cidade.
O combate naval de Iquique
Em 21 de maio de 1879, a baía de Iquique foi palco do combate naval entre o monitor couraçado peruano Huáscar, comandado pelo capitão Miguel Grau, e a corveta chilena de madeira Esmeralda, comandada por Arturo Prat. A corveta chilena Esmeralda afundou no combate naval de Iquique, deixando 143 marinheiros chilenos mortos.
O Massacre da Escola Santa María
Em 21 de dezembro de 1907, após os grevistas se recusarem a evacuar, tropas do Exército comandadas pelo general Roberto Silva Renard abriram fogo com fuzis e metralhadoras baixadas de navios de guerra em Iquique. O governo chileno reconheceu à época apenas 126 mortos no Massacre da Escola Santa María de Iquique, mas registros sindicais, memoriais públicos e historiadores apontam que o massacre vitimou entre 2.000 e 3.600 pessoas.
Teatro Municipal
O Teatro Municipal de Iquique foi declarado Monumento Histórico Nacional em 1977.