Jalil defende federalismo de desenvolvimento em Salta e aposta no RIGI
Governador Jalil reivindica um "federalismo de desenvolvimento" com Salta e defende o RIGI como instrumento de atração de investimentos, aprofundando divergências com a posição de La Rioja.
O governador Jalil voltou a defender publicamente o que descreve como um "federalismo de desenvolvimento", tomando Salta como referência de política de atração de investimentos e defendendo o RIGI (Regime de Incentivo a Grandes Investimentos) como ferramenta central para destravar projetos de grande porte no norte argentino.
Divergência com La Rioja
Segundo a análise do jornalista Eduardo German, a manifestação de Jalil aprofunda a brecha com o planteo defendido em La Rioja, que mantém uma posição distinta sobre a adesão e o uso do regime de incentivos. O embate expõe visões diferentes sobre como as províncias devem se posicionar diante de um marco nacional voltado a grandes investimentos.
Salta no eixo do Corredor Bioceânico
Salta é uma das cidades cortadas pela Rota Bioceânica, que liga o Mato Grosso do Sul, no Brasil, ao Paraguai, à Argentina e aos portos do Chile no Pacífico — Antofagasta, Iquique e Mejillones. A agenda de investimentos e de segurança jurídica defendida por Jalil dialoga diretamente com o esforço de atrair capital para a região norte da Argentina, historicamente ligada à mineração e à infraestrutura de transporte.
Impacto para a rota
A adoção de regimes de incentivo por províncias do eixo bioceânico tende a influenciar o volume de carga, a logística de exportação e a atração de projetos industriais e de mineração que podem escoar tanto pelo Atlântico quanto pelo Pacífico. Nesse contexto, o posicionamento de Salta é observado com atenção por agentes econômicos interessados no corredor.
O tema também reacende o debate sobre federalismo fiscal e autonomia provincial na definição de políticas de desenvolvimento, em um momento de disputa política entre províncias argentinas sobre o melhor caminho para captar investimentos.