Jujuy: câmara de mineração alerta para falta de mão de obra qualificada
Arturo Pfister, da Câmara de Mineração de Jujuy, afirma que a província argentina enfrenta escassez de profissionais em ofícios qualificados para o setor mineral.
O dirigente Arturo Pfister, da Câmara de Mineração de Jujuy, declarou que a província argentina enfrenta uma falta de oferta de mão de obra em ofícios qualificados. A afirmação foi feita em entrevista ao veículo Infobae e trata diretamente do mercado de trabalho ligado à atividade mineral na região.
Uma província no eixo da Rota Bioceânica
Jujuy está entre as cidades cortadas pelo Corredor Bioceânico Atlântico-Pacífico, no trecho argentino que conecta Tartagal e Salta ao norte do Chile, com saída para os portos de Antofagasta, Iquique e Mejillones. A província é reconhecida pela produção mineral, com destaque para o lítio e outros recursos estratégicos.
Segundo Pfister, a demanda por profissionais especializados — como operadores de máquinas, técnicos de manutenção e eletricistas industriais — cresce acima da capacidade de formação local, o que pressiona as empresas do setor.
Impacto na cadeia produtiva
A escassez de ofícios qualificados afeta a produtividade das operações e reforça a necessidade de investimento em capacitação técnica na região. Para o Corredor Bioceânico, o tema é relevante porque a infraestrutura logística e a atividade econômica do eixo dependem de mão de obra preparada.
A discussão sobre formação profissional e oferta de trabalho especializado tende a ganhar peso à medida que projetos minerais e obras de infraestrutura avançam no norte argentino, trecho estratégico para o escoamento de cargas entre o Atlântico e o Pacífico.