Jujuy será capital mundial do lítio por dois dias e fortalece eixo do Corredor Bioceânico
Província argentina da rota bioceânica sedia encontro de dois dias que reúne a indústria global do lítio para debater o futuro do setor, estratégico para a exportação pelo Pacífico.
Jujuy, cidade argentina que integra o traçado do Corredor Bioceânico Atlântico-Pacífico, será por dois dias a capital mundial do lítio. O encontro reúne representantes da indústria global do setor, que se prepara para uma cita considerada chave para o futuro da cadeia produtiva.
Evento reúne a indústria global
A programação coloca a província no centro das discussões sobre um dos minerais mais estratégicos da transição energética. Empresas, especialistas e autoridades do setor devem debater investimentos, produção e demanda internacional ao longo dos dois dias de atividades.
Lítio e a saída pelo Pacífico
Jujuy está situada no noroeste argentino, na mesma região da Puna onde se concentram os maiores depósitos de lítio do país. A proximidade com os portos do norte do Chile — como Antofagasta, Iquique e Mejillones, também no eixo da rota — reforça o papel da província como ponto de origem de cargas com destino ao mercado asiático.
Corredor Bioceânico como via de escoamento
O Corredor Bioceânico, que liga Campo Grande e Porto Murtinho, no Brasil, a Carmelo Peralta e Mariscal Estigarribia, no Paraguai, e segue por Tartagal, Salta e Jujuy até os portos chilenos, é apontado como alternativa logística para o escoamento de minerais e outros produtos da região. Eventos como este reforçam a articulação econômica entre os quatro países do eixo.
O encontro em Jujuy sinaliza o interesse do setor em consolidar a região como polo global de produção e negociação de lítio, com impactos diretos sobre o comércio exterior das províncias atravessadas pela rota.