Mineração do NOA argentino pede infraestrutura e fornecedores para aproveitar o RIGI

Empresas de mineração do Noroeste Argentino, região que abrange Salta e Jujuy, cobram mais infraestrutura, mão de obra qualificada e fornecedores locais para aproveitar os incentivos do RIGI.

O setor de mineração do Noroeste Argentino (NOA), região que engloba as províncias de Salta e Jujuy — ambas cortadas pelo traçado do Corredor Bioceânico Atlântico-Pacífico —, voltou a cobrar do poder público e do setor privado um salto em infraestrutura, formação de talentos e desenvolvimento de fornecedores locais.

Palavras-chave: infraestrutura, talento e fornecedores

Segundo a publicação especializada Panorama Minero, a reivindicação é para que a região consiga aproveitar plenamente o RIGI (Regime de Incentivo a Grandes Investimentos), mecanismo argentino criado para atrair aportes de grande porte.

A pauta do setor combina três eixos: obras de infraestrutura que sustentem a operação e o escoamento da produção, mão de obra qualificada para atender às novas demandas e uma rede de fornecedores regionais capaz de absorver a cadeia de serviços ligada à mineração.

Para o eixo da Rota Bioceânica, a discussão é estratégica: as províncias do NOA são portas de entrada e saída de cargas entre o Atlântico e o Pacífico, e a competitividade dos projetos depende diretamente de logística eficiente em direção aos portos do norte do Chile, como Antofagasta e Iquique.

O debate sobre fornecedores e capacitação também dialoga com o desenvolvimento econômico das cidades da rota, que buscam transformar o fluxo de investimentos em emprego, renda e serviços especializados ao longo do corredor.

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