Porto de Iquique inicia trâmite para concessão até 2050

A Empresa Portuária de Iquique (EPI) deu início ao processo junto ao TDLC chileno para conceder a operação do porto até 2050, passo considerado decisivo para o comércio exterior.

A Empresa Portuária de Iquique (EPI) iniciou formalmente o trâmite perante o Tribunal de Defesa da Livre Concorrência (TDLC) do Chile para obter autorização para conceder a operação do Porto de Iquique até o ano de 2050. A medida é apresentada como um passo decisivo para o comércio exterior chileno e para a competitividade do terminal no Pacífico.

Importância estratégica

Iquique é uma das cidades cortadas pela rota do Corredor Bioceânico Atlântico-Pacífico, que liga o porto de Santos, no Brasil, a portos do norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina. O porto de Iquique figura entre os terminais de saída no Pacífico, ao lado de Antofagasta e Mejillones, e uma concessão de longo prazo tende a dar previsibilidade a investimentos em capacidade e infraestrutura.

O que está em jogo

A concessão até 2050 permite planejamento de longo prazo para operadores logísticos, ampliação de pátios e berços, modernização de equipamentos e melhoria dos acessos rodoviários e ferroviários. Para o comércio exterior, o horizonte prolongado reduz riscos regulatórios e favorece contratos de movimentação de cargas de longo prazo.

Próximos passos

O processo agora depende da análise do TDLC, que avalia condições de concorrência do modelo de concessão proposto. A aprovação é considerada condição necessária para que o certame avance e para que o terminal possa atrair investimentos privados alinhados à crescente demanda de escoamento de cargas pela costa do Pacífico.

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