Receita Federal alerta para risco de crime organizado na Rota Bioceânica

Órgão federal manifesta preocupação com o avanço do crime organizado ao longo da Rota Bioceânica, que liga o Brasil ao Pacífico passando por Paraguai, Argentina e Chile.

A Receita Federal manifestou preocupação com o risco de atuação do crime organizado ao longo da Rota Bioceânica, corredor rodoviário que conecta o Brasil ao Oceano Pacífico passando por Paraguai, Argentina e Chile. O alerta foi divulgado em reportagem do Campo Grande News.

Preocupação com o fluxo de mercadorias

Segundo a publicação, o novo eixo logístico — que tem na ponte entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai) um de seus principais gargalos e símbolos — amplia o volume de cargas e de pessoas que cruzam as fronteiras, o que exige reforço nos mecanismos de fiscalização e controle aduaneiro.

O temor é de que a rota seja utilizada para escoar mercadorias ilegais, como drogas, armas e produtos contrabandeados, além de servir ao tráfico de pessoas. A integração entre os países do eixo Atlântico-Pacífico depende justamente do funcionamento coordenado das aduanas brasileira, paraguaia, argentina e chilena.

Desafios para a fiscalização

A extensão do trajeto, que atravessa regiões de fronteira seca e áreas de baixa densidade populacional no Chaco paraguaio e no norte argentino, é apontada como um fator que dificulta o monitoramento contínuo. Autoridades brasileiras defendem cooperação internacional e investimento em tecnologia e inteligência para acompanhar o fluxo de cargas.

O Corredor Bioceânico é considerado estratégico para a exportação brasileira, especialmente de grãos e carnes, ao reduzir distâncias até os portos do Pacífico. O equilíbrio entre o ganho logístico e a segurança das fronteiras segue como um dos principais debates em torno do projeto.

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